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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

19 de Janeiro


Foi há exactamente 6 anos que tivemos a nossa ultima conversa.
Depois deste dia, do dia do teu 26º aniversário, que não voltamos a ter nenhuma conversa "normal". Se bem que naquele dia, as conversas giraram à volta da tua doença, da tua falta de ânimo, do que sabias que te esperava.
Foi o dia em que fui a casa da tua madrinha para te visitar e te ofereci um livro de um romance passado na Suécia.
É curioso que me lembre sempre de ti neste dia e que raramente me lembre no dia em que partiste. É mais importante o teu nascimento, a tua existência do que a tua morte.
Hoje lembrei-me várias vezes de ti.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Saudades

(imagem retirada da net)

Há dias que são mais significativos do que outros. Há dias puramente banais que se transformam em dias especiais e dias especiais que perdem o encanto.
Foi há 5 anos que celebraste o teu último aniversário. Lembro-me muito bem da visita que te fiz em casa dos teus tios. A tua mãe estava contigo, mas deixou-nos a sós para conversarmos. Mal falaste, o pouco que disseste transformou-se em choro e num desalento sem fim. É a ultima memória tua que guardo ainda com todas as capacidades e consciente.
Este dia ficará sempre ligado a ti, às boas memórias, aos bons momentos que passamos juntas.
Tenho saudades...

quarta-feira, 4 de março de 2009

3 anos

(imagem retirada da net)

Há 3 anos atrás a minha vida ficou mais triste, mais só, mais desamparada, mais incompleta.
A tua ausência é uma presença constante.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Aniversário

(imagem retirada da net)

Hoje seria o teu 30º aniversário.
Não me esqueci de ti, aliás a tua ausência é uma presença constante. Sinto a tua falta, mas acredito que estarás num sítio bem melhor do que aqui.
Parabéns!

terça-feira, 4 de março de 2008

2 anos

Fez ontem 2 anos que te fui ver. Bati à porta do teu quarto no 1º andar da Ordem do Carmo e foi o teu irmão que abriu, apenas entreabriu a porta, estava completamente lívido. Depois apareceu a tua mãe. Cumprimentei-a e dirigi-me para a pare do quarto onde estavas, mas a tua mãe não me deixou passar. O meu cérebro parou. Só ouvi partes do que ela dizia, sobre o teu estado e que não queria que eu te visse assim e mandou-me sentar porque aparentemente eu fiquei sem cor (o que me recordo é do chão do quarto, das paredes, de não acreditar no que estava a acontecer).
Saí. Fui até à Igreja do Carmo onde estavam a rezar o terço. Sentei-me e pela 1ª vez na minha vida revoltei-me com Deus. Tentei mas não conseguia rezar. Os pensamentos saltavam entre a dor que eu sentia, a negação do que estava a acontecer e entre as providências práticas que se teriam de tomar. Aos poucos fui-me acalmando e consegui acompanhar um pouco o terço. Rezei pela tua cura e comecei a acreditar que irias recuperar milagrosamente. Fui apanhar o metro e telefonei à Márcia, uma das poucas pessoas a quem eu tinha contado com a tua autorização. Ela tentou preparar-me para o inevitável, só-lhe faltou abanar-me ou dar-me um par de estalos, mas eu mantive-me impassível na minha crença da tua recuperação. Simplesmente não estava pronta a abdicar de ti, portanto o teu desaparecimento da minha vida nem sequer era questionável (puro egoísmo). Fui para casa, ninguém conseguia perceber a minha ansiedade e dor. Mas eu continuava a acreditar piamente na tua recuperação.
Faz hoje 2 anos que acordei por volta das 5 da manhã com uma sensação inexplicável, virei-me na cama e voltei a adormecer. Acordei e disse a mim mesma que não ia ter quaisquer pensamentos negativos, que ia acreditar que tudo ia correr bem. Passei a manhã inteira a adiar um telefonema à tua mãe, a perguntar por ti. Já estava o meu agora marido quase a chegar a minha casa para me ir buscar para o almoço, quando disse a mim mesma que não podia adiar mais. Liguei para o telemóvel da tua mãe e com a voz mais alegre e positiva que consegui perguntei se estavas melhor. Recordo-me perfeitamente do tom da voz da tua mãe e das suas palavras: "CITRAG, a Ticiana faleceu hoje de madrugada". O meu mundo desabou.
Nunca acreditei que este fosse o desfecho. Nunca. Acompanhei todo o teu calvário, vi-te chegar a um estado incosciente e cadavérico e mesmo assim nunca acreditei. A negação sempre foi minha aliada durante a tua doença.
Mal desliguei o telefone, o meu lado prático apoderou-se de mim, comecei a ligar às nossas amigas, a todas aquelas que me tinhas proibido de contar o que se passava. Foi duro. Ninguém acreditava que estivesse a falar a sério. Até parece que alguma vez iria brincar com a tua morte.
Fiquei anestesiada para o resto do dia. Tudo se passava à minha volta sem que eu desse conta. Não queria acreditar. Não pensava, não sentia, não via nem ouvia, parecia que o meu corpo estava em blackout. Em pura negação.
Faz amanhã 2 anos que fui com a Susana, Ana Rute, Sónia e Ana Maria até Felgueiras. Na viagem para lá fomos a conversar sobre banalidades, mas a realidade esperava-nos. Na casa mortuária estavam os teus familiares em redor do teu caixão fechado (a pedido da tua mãe). Cumprimentei-os e abracei a tua mãe que a chorar me disse: "já não tens a tua amiga. A tua amiga já cá não está". Foi muito duro, mas eu continuava em negação. Começaram a chegar mais nossas amigas e colegas. Dizem que as más notícias correm depressa e assim me pareceu. Foi extremamente difícil ver o teu caixão descer à terra e foi só nesse momento que me apercebi que não havia voltar a dar, que não iria voltar a ouvia a tua voz. Foram momentos surreais. Olhei em volta e os meus pensamentos eram todos uma conversa contigo sobre as reacções das pessoas, sobre quem estava lá e quem eu sabia que tu não querias que estivesse. Parecia que conseguia ouvir os teus comentários, mas também erámos tão próximas que sabíamos o que esperar uma da outra. Quando íamos a sair do cemitério encontrei a Berta, que me abraçou e foi o momento em que me permiti chorar convulsivamente. Ali estavam as tuas amigas a despedirem-se de ti. E a imagem do teu caixão a descer para a cova ficou gravada na minha memória para sempre. A viagem de regresso fez-se em silêncio.
O que recordo hoje de ti é o teu sorriso, a tua disponiblidade, a tua amizade. Sempre que me recordo de ti, agradeço a Deus ter-me dado a oportunidade de fazer parte da tua vida. De ti só me lembro de bons momentos. Estás e estarás para sempre no meu coração. Tu sabes.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Lembranças

Tenho-me lembrado muito de ti. Talvez porque este mês seria o do teu 29º aniversário e o é mês da última vez que te vi bem. Tenho saudades. Tenho um vazio que jamais será preenchido. Tenho recordações que nunca mais se apagarão e outras que gostaria que se apagassem rapidamente.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Ticiana

Desde sempre tive amigas chegadas, umas mais que outras, poucas, mas sempre verdadeiras.
Mas tive uma amizade que me marcou mais do que as outras. Nasceu e cresceu ao ritmo de um percurso académico nem sempre rápido e terminou já na fase do nosso estágio profissional. Não terminou da melhor forma, foi interrompida inexplicável e abruptamente e não por vontade de qualquer uma das partes. Foi a amizade mais sincera, unida, verdadeira e profunda do que qualquer outra que tive até agora. A sintonia que tinhamos alcançado era perfeita. Cresci muito, lamento não me ter dado mais. Com esta separação forçada aprendi que se deve dizer o quanto as pessoas significam para nós, apesar de elas o saberem, é sempre gratificante ouvirem-no enquanto podem.
Restam as recordações e a saudade. Há certos dias em que a ausência é mais sentida, dia 28 será mais um deles. A juntar a 19 de Janeiro, 4 de Março, 20 de Maio, 27 de Setembro e todos os outros que marcaram uma época partilhada.