Esta mão que foi feita para te trazer um futuro, esta que está ferida e precisa do teu toque para sarar. Esta mão que te procura à noite e se acalma assim que pousa no teu peito, assim que alcança o teu lado esquerdo, aquele que tem lá dentro uma porta aberta para o lar que eu quero habitar. Toma esta mão que se estende a cada queda para te erguer de novo e que tu elevas até ao maior dos sonhos. Toma também a minha outra mão, esta que tem cravados os espinhos das rosas que colhi para te oferecer esta manhã. Tenho ambas as mãos feridas, mas contigo elas são capazes de amparar, de embalar, de alimentar, de construir, de escrever, de transformar… estas mãos que acenam e se alegram à tua chegada, que se entrelaçam nas tuas em gestos de simpatia.
Tomas as minhas mãos, segura-as. Firme. Não as deixes cair e uma onda de felicidade atingirá todo o teu corpo. Acredita quando digo que sentirás uma alegria em forma de espuma nos pés, como no dia em que caminhámos junto ao mar. Toma estas mãos que exprimem o que trago no olhar, no sorriso e no coração. Sente as minhas mãos e o teu contentamento não será em forma de grãos de areia. Toma estas mãos que têm tatuadas em tinta invisível a audácia para te desafiar, a coragem e a vontade de te fazer feliz. Toma estas mãos que te querem falar de amor.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Definição de alma gémea - MEC
As almas gémeas quase nunca se encontram, mas, quando se encontram, abraçam-se. O coração sente-se. A alma pressente-se. O coração anda aos saltos dentro do peito, a soluçar como um doido.
O desejo de encontrar uma alma gémea não é o desejo de reafirmarmos a unicidade da nossa existência através de outro que é igual a nós. É precisamente o contrário. É poder descansar dessa demanda. Gémea não é igual. É parecida. Não é um espelho. É uma janela. Não é um reflexo. É uma refracção. As almas gémeas revelam-se uma à outra. Não são iguais. Mas revelam-se de forma igual. Como se tivesse surgido, de repente, uma língua que só os dois conseguissem falar. Toda a angústia do eu se dissipa. É-se inteira e naturalmente aceite. Sem perguntas. Sem condições. Sem promessas. E mergulha-se no outro como se já não fosse preciso existirmos.
O desejo de encontrar uma alma gémea não é o desejo de reafirmarmos a unicidade da nossa existência através de outro que é igual a nós. É precisamente o contrário. É poder descansar dessa demanda. Gémea não é igual. É parecida. Não é um espelho. É uma janela. Não é um reflexo. É uma refracção. As almas gémeas revelam-se uma à outra. Não são iguais. Mas revelam-se de forma igual. Como se tivesse surgido, de repente, uma língua que só os dois conseguissem falar. Toda a angústia do eu se dissipa. É-se inteira e naturalmente aceite. Sem perguntas. Sem condições. Sem promessas. E mergulha-se no outro como se já não fosse preciso existirmos.
Miguel Esteves Cardoso
terça-feira, 23 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
A nossa sociedade
Dos 11 arguidos dos processos sumários que ocorreram ontem no Tribunal Judicial de Vila Nova de Gaia, apenas 2 não estavam desempregados... sendo que um deles nunca trabalhou na vida e um outro recusou a substituição da pena de multa por trabalho a favor da comunidade, por falta de tempo (eu diria falta de vontade de trabalhar).
Esta sociedade, que vive à custa de subsídios que os outros pagam através dos seus impostos, deixa-me desesperada. Tanta gente com capacidade e sem vontade de ser produtiva, aliás, com muita vontade de viver à custa do Estado, que é como quem diz, à nossa custa.
A nossa sociedade necessita urgentemente de uma mudança de mentalidade. Precisamos de deixar de pensar "pequenino".
Esta sociedade, que vive à custa de subsídios que os outros pagam através dos seus impostos, deixa-me desesperada. Tanta gente com capacidade e sem vontade de ser produtiva, aliás, com muita vontade de viver à custa do Estado, que é como quem diz, à nossa custa.
A nossa sociedade necessita urgentemente de uma mudança de mentalidade. Precisamos de deixar de pensar "pequenino".
domingo, 14 de agosto de 2011
4 anos
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