terça-feira, 12 de julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

Fim-de-semana de passeio











O fim-de-semana de passeio começou no Sábado na feira da ladra, seguimos para a Igreja de São Vicente de Fora, Miradouro e Igreja da Graça e por fim Castelo de São Jorge. A noite terminou no clube Ferroviário.
O Domingo começou tarde, com o céu nublado e a querer alterar os nossos planos. O passeio começou com uma caminhada até ao Panteão Nacional. O S. Pedro lá mudou os humores e permitiu-nos ter o resto do dia de praia na Costa da Caparica, onde apanhei um escaldão no pé...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Saudades



Hoje estou com saudades de Londres. Dos bons momentos que lá passei.

Tenho saudades dos parques, das estações do ano bem definidas, dos muffins, de Oxford Street, dos pubs, das amizades, das casas vitorianas, do Harrods, dos passeios, das montras, do elitismo da zona onde vivia. Saudades dos momentos que lá passei com a Maria e o Rui, com a Rita, a Cláudia, a Diana, a Vânia e o João.
Hoje só me recordo dos bons momentos. Estou com saudades da sensação de finalmente ver o sol após semanas seguidas de chuva e céu nublado. Saudades de frio seco, de neve no dia de Páscoa, do cheiro a terra molhada nos parques. Saudades dos esquilos. Saudades de andar livremente a tirar fotografias pelos parques.

Londres ensinou-me a valorizar ainda mais o meu país, apesar dos imensos defeitos que somos capazes de lhe apontar. Já ponderei voltar a emigrar e até para bem longe, mas é aqui que me sinto bem, segura, feliz. Posso ter saudades, mas isso não significa que queira regressar (é melhor escrever isto para evitar receber emails e telefonemas a perguntar se estou bem...)


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Pensamento do dia - 14

As mulheres não gostam de homens que demorem mais tempo do que elas a arranjarem-se...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Vocabulário regional

Há certas expressões/vocabulário que, de antemão, se sabe que são características de certas regiões. Esse foi um dos primeiros temas de conversa quando comecei a trabalhar.

No Norte...

...pendura-se a roupa em cruzetas para que não fique encorrilhada. Calçam-se sapatilhas. O dinheiro é guardado no porta-moedas e este anda dentro das carteiras.

As malas são trancadas com aloquetes. Os chuços protegem-nos...

Bebem-se cimbalinos e finos, comem-se magnórios e moletes. Mas cuidado com o que se bebe, senão pode-se ficar ourado. Nas sertãs também se fazem estrugidos e cada panela tem o seu testo.

Poderia dar bastantes mais exemplos, mas é no dia a dia que noto maiores diferenças, como aconteceu desta vez, ou quando chamei trenga a uma colega. Vá lá que morcão já é bem conhecido...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Do dia de hoje

Um bom final de tarde num local bastante agradável em excelente companhia.
O início da noite e regresso a casa foram mais complicados.
Alguém desesperado resolveu-se transformar numa alminha debaixo do comboio em Belém. Por muito pouco perdi esse comboio, e ainda bem.
Estive mais de 1 hora e meia no Cais do Sodré à espera, sem bateria no telemóvel. Andei nas imediações da estação à procura de um telefone público em funcionamento e revelou-se uma procura mais dificil do que seria esperar.
Imagino como se transformou a vida do maquinista daquele comboio...

domingo, 3 de julho de 2011

Meritocracia

"Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha chumbado, uma vez, uma turma inteira.

Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".

O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames." Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas".

Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores... Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores.

Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!

Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da média das notas. Portanto, agindo contra os seus princípios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. O resultado, a segunda média dos testes foi 10. Ninguém gostou.

Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5.

As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.

No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros. Portanto, todos os alunos chumbaram... Para sua total surpresa.

O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado.

Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado. "Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."

O pensamento abaixo foi escrito em 1931. "É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos. O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém. Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação."

"É impossível multiplicar riqueza dividindo-a." - Adrian Rogers, 1931

sábado, 2 de julho de 2011

Canídeo de grande porte

imagem retirada daqui

Em Janeiro do ano passado, já de noite, um canídeo de grande porte resolveu ir passear para o meio da A1. O meu cliente, que ia em velocidade muito moderada por se tratar de uma zona de obras, não conseguiu evitar o embate.

Resultado: o canídeo foi desta para melhor, o carro caríssimo directo para a oficina da marca e eu desde então que ando a tratar de resolver este imbróglio jurídico.

Já não tenho paciência para palavras como: canídeo de grande porte, acidente, auto-estrada, A1, designação das Rés, rede metálica, embate, Lei nº 24/2007, responsabilidade civil extra-contratual, testemunhas, acção de condenação, sentença, matéria de Direito.

O responsável pelo acidente teve um fim de vida violento, rápido e amargurado. A ele ninguém lhe faz justiça.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Nova vida - 2

Ontem comi uma francesinha. Estava reticente por ser em Lisboa, mas tenho de admitir que estava muito boa, a repetir de certeza.

Hoje o final de tarde, inicio da noite foi passado no miradouro da Rua São Pedro de Alcântara. Excelente. Faltou a máquina fotográfica e uma roupa mais descontraída. A repetir em todos os miradouros da cidade.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Eu podia ter escrito isso

Há mil e uma razões para se chegar a esta situação, a de decidir que não há nada a fazer, a de ter de ter "a conversa", a de fazer a mala, dividir coisas, fazer contas, desmanchar projectos de vida. Na verdade, hoje em dia é quase mais comum ver gente que está em segundas, terceiras ou quartas relações do que com a mulher ou o homem que um dia pensaram ser "o tal" ou "a tal". Na verdade, essas pessoas especiais são aquelas com quem estamos agora - outros já o foram e foram-no enquanto fomos felizes ao lado delas.

O ponto em comum que encontro em quase todas as rupturas é a falta de diálogo. E falta de diálogo não é aquela coisa de chegar a casa e não ter muito para contar, ou o estar à mesa e não ter nada de verdadeiramente novo para partilhar - o que também acontece, muitas vezes, em relações mais longas (e não há grande mal nisso, nem sequer vejo isso como um mau sinal - aliás, estar em silêncio com alguém sem sentir desconforto revela sobretudo cumplicidade). Falta de diálogo é não falar sobre os problemas nas alturas certas. Há casais que se separaram porque um traiu o outro e foi apanhado. A traição é só a gota de água, porque o problema foi o casal não ter falado na altura em que aquele que traiu começou a sentir necessidade de estar com outra pessoa. Por que é que isso aconteceu? O que é que estava a correr mal? O que é que faltava na relação?


Da mesma forma que há quem se separe porque o casal deixa de ter tempo para si, absorvidos que estão com trabalho, com as crianças, com as obrigações familiares, com projectos paralelos. Treta. O que separa as pessoas não é a falta de tempo para a relação, é a opção que fazemos em privilegiar tudo o resto menos a relação. O trabalho é importante, claro que sim, a família também, pois, os putos, óbvio, mas então e o parceiro ou a parceira? Também. E por isso merecem esse tempo, merecem que se desligue o computador mais cedo, que se abdique de um jogo de futebol, que se diga que não ao patrão, porque é preciso dar tempo e amor à pessoa com quem estamos. Mas também sobre isto os casais devem falar. E têm de falar. Não podemos ouvir e engolir ou aceitar. Temos de dizer que não e dar murros na mesa e abrir os olhos ao outro. A aceitação mútua de que não há nada a fazer, de que o trabalho tem de ser prioritário, é o caminho para o fim de um amor, porque, como é óbvio, as relações não vivem do ar, o amor platónico e por carta (hoje são sms e mails) já não chega. É preciso contacto, e beijos, e amassos, e fins-de-semana a dois, e é preciso empandeirar o puto para os avós de vez em quando e mandar uma rapidinha à hora de almoço. Temos de ser um bocadinho mais putos, um bocadinho mais malucos, e menos avós.Na verdade, não há falta de tempo, há sim opções. Depois, só temos de aceitar e compreender as consequências dessas opções. Quando a opção deixa o outro de lado, então, o fim é quase inevitável.

Bom, agora é aquela parte em que todos acham que algo vai mal comigo ou com a minha vida amorosa. Não, descansem, está tudo óptimo. Só acho este um tema interessante, e sei que afecta muita gente. Como já passei por duas situações do género, consigo olhar para trás e ver o que falhou. E o que falhou foi, sobretudo, a falta de diálogo, ou a falta de aceitação em relação a essa conversa. E aqui está outro tópico importante: nem sempre a conversa é bilateral, ou seja, muitas vezes há uma parte que, pura e simplesmente, se recusa a ouvir ou entra em negação. E quando isto acontece, de facto, a conversa não adianta grande coisa, mas ainda assim é preferível uma conversa unilateral do que nenhuma conversa, é preferível despejar tudo, mesmo que pareça que o outro está desligado, do que não dizer nada.

Greenpeace contra-ataca