sexta-feira, 17 de junho de 2011

Banda sonora do dia

Relacionamentos

Estou na capital desde há cerca de mês e meio e já me atrevo a comparar a forma de relacionamentos entre as pessoas do Norte e as de cá.
As pessoas do Norte são conhecidas por serem afáveis, mas fechadas. Apesar de serem simpáticas, prestáveis e preocupadas com os outros, é um processo demorado conseguir alcançar intimidade com um nortenho. São os primeiros a abrir as portas de casa, a combinar saídas, a considerar como seus amigos, os amigos dos seus amigos. Mas para se conseguir uma amizade verdadeira, intima e cúmplice, demora o seu tempo. Quando deixam de considerar o outro como um mero conhecido, têm um amigo para o resto da vida. As gentes do Norte são mais expansivas e no entanto reservadas.
Admito que é verdade.
O primeiro contacto com as pessoas da capital revelou-se uma surpresa. Todas as pessoas demonstraram ser extremamente simpáticas, prestáveis e acessíveis, bem diferente da reputação que têm no Norte.
A grande diferença reside no ir além do imediato.
Enquanto que no Norte, combinam-se saídas, passeios, encontros que efectivamente se concretizam, aqui tais perspectivas não passam disso mesmo: de uma possibilidade futura. Tenho verificado que existe a vontade de conviver e até se marcam as saídas, mas quando chega o momento, simplesmente não se realizam.
É muito mais difícil conseguir fazer parte da vida de um lisboeta do que da de um nortenho. Isto foi-me dito mesmo antes de me ter mudado para cá por uma nortenha que vive cá há mais de 4 anos, e hoje foi confirmado por uma lisboeta.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Constrangedor

é aperceber-me que uma colega não sabia a diferença entre um juízo e uma vara.
É o básico do direito processual civil, o 1+1=2...

Palavras de um génio

imagem retirada da net

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pensamento do dia - no seguimento do post anterior

O meu lema é: mais vale só, do que mal acompanhada.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Banda sonora do dia

Relacionamentos amorosos

Tenho verificado que, no meu círculo de conhecimentos e amizades, quando terminam relacionamentos amorosos, em especial os longos, um dos elementos do casal recorre a mim como confidente. Talvez seja pela experiência que tive e a forma como a ultrapassei. Talvez seja por outro factor qualquer que desconheço.


A verdade é que apenas um grupo muito restrito de pessoas sabe o que realmente aconteceu, os restantes sabem praticamente o mesmo que quem lê o meu blogue: casei-me em 2007, separei-me em 2008 e finalmente divorciei-me em 2009.



De todos os relacionamentos amorosos existem bons e maus momentos, se bem que quando se termina a relação, a tendência é apenas para recordar os momentos menos bons. Geralmente é a descrição destes momentos que me é relatada vezes sem conta, como forma de catarse. Tenho ouvido histórias de arrepiar e que me deixam a pensar que existe gente muito maldosa e ruim por aí.



A minha posição limita-se quase sempre a ouvir, questionando certos aspectos por causa da minha formação profissional e a maior parte dos meus conselhos são de índole jurídica. Não tenho o hábito nem a vontade de me imiscuir nos sentimentos dos outros e no seu processo de recuperação e luto, pelo que a minha intervenção se limita a tentar fazer com que a pessoa se aperceba do que quer para o presente e futuro.



Há uns meses dei apoio a uma amiga que muito o necessitou. Foram muitas horas passadas em conversas com ela, a ouvir histórias escabrosas do que tinha sido o seu casamento. Dei-lhe o apoio e consolo necessários até que finalmente ela respondeu à minha pergunta que determina a mudança: se queria continuar casada com ele, se ele se arrependesse, se ela voltaria para ele. A resposta foi veementemente negativa e ofereci-me (gratuitamente e apenas por amizade) para ser a sua mandatária no processo de divórcio. Entretanto mudei-me para a capital e o nosso contacto diminuiu. Este fim-de-semana liguei-lhe para uma noite de diversão, ela anuiu e disse que me ligaria quando já estivesse nas galerias. Quando me dirigia a pé para o bar da moda do Porto, vi-a. Mas não ia sozinha, ia de braço dado com o marido. Fiquei espantada com o que vi.



Questiono-me sobre o que faz uma pessoa vítima de abusos, voltar para o abusador. Não entendo como é que alguém que foi tão miseravelmente infeliz consegue perdoar e esquecer todos os maus tratos, insultos, abusos e infelicidade. É algo superior à minha compreensão. Ainda estou estupefacta.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Tabacaria

Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.


excerto de "Tabacaria" - Álvaro de Campos

Pensamento do dia - 12

Acredito mais no meu sexto sentido do que me acredito nas outras pessoas.
Ele nunca me enganou e já fui enganada por muita gentinha.

domingo, 12 de junho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sotaque

Hoje regressei à santa terrinha para um fim-de-semana de 4 dias. Trabalhar em Lisboa tem de ter vantagens...
Regressei à casa que sinto ser o meu lar, o meu refúgio, o meu conforto. Aliás, não é apenas a casa, é mesmo a minha terra. O meu Porto.
Ontem disseram-me que tenho sotaque nortenho. Sempre considerei ter um bocadinho pouco, mas a verdade é que não é acentuado, nem sequer parecido com os tripeiros de gema. Foi o maior elogio que ouvi nos últimos tempos. Tenho imenso orgulho na minha terra, nos meus conterrâneos, nos nossos usos, do nosso sotaque.
E não, não troco os Vs pelos Bs nem acentuo os "ãos".
Aliás, quando festejei a vitória do FCP na Liga Europa em Lisboa, estranhei imenso ouvir os cânticos que estou habituada a ouvir no Dragão com sotaque alfacinha.

Pensamento do dia - 23

E hoje foi um dia muito feliz...